segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

[PS4] Assassin's Creed IV: Black Flag - Limited Edition

A câmera está um porcaria, então as fotos acabaram ficando não muito nítidas.


Esta é a edição limitada do jogo Assassin's Creed IV: Black Flag para Playstation 4.

Não, não tenho um PS4 ainda, também não comprarei um este ano. O que pode levar à pergunta: "Por que, então, comprar um jogo de um console que você não tem e não poderá jogar por um bom tempo ainda?"

Bom, tenho comprado alguns jogos antes dos respectivos consoles nos últimos anos, basicamente para aproveitar oportunidades boas.

Eu não costumo comprar consoles logo quando saem. Um dos motivos é dinheiro. Morando no Brasil sai caro comprar consoles logo no seu lançamento. Costumeiramente espero por promoções para pagar preços mais "realistas" por eles. Nem o PS3, que foi o único console que eu desejava muito e tinha condições de comprar no lançamento, eu comprei. Além disso, no começo da geração não costuma ter muitos jogos.

Outro motivo importante para não comprar consoles logo no lançamento, principalmente agora, com componentes "mais sensíveis", é que costumam surgir problemas inesperados entre os primeiros modelos [3RL, por exemplo]. Além de tudo moro em um lugar quente pra caralho e que tem muito pó. É mais seguro esperar por modelos já melhorados que sejam mais resistentes.


O que isso tem a ver com o jogo? Bom, nem sempre os jogos ficam muito tempo em catálogo, e, pode ser que quando eu tiver um PS4, o jogo já não esteja mais em catálogo. Assim, eu teria de comprar usado, por exemplo, o que eu prefiro não fazer.


Além disso, eu que gosto de ter cópias físicas dos jogos, não gosto do círculo vicioso que se formou com jogos. 

Quando os consoles passaram a ter a opção de se comprar cópias digitais, os preços dos mesmos seguiram os preços das cópias físicas, pra não criar atritos com lojistas [eles ainda precisam das lojas físicas, afinal, nem todos tem conexão à internet, ou as vezes tem, mas a conexão torna a prática de baixar jogos grandes inviável, etc...]. Portanto, temos uma cópia digital custando o mesmo que uma cópia física

A cópia física, entre outras coisas, tem embutida em seu preço o custo pela produção da mídia, caixinha, encarte, distribuição, lucro do lojista, etc. Custo que as cópias digitais também cobram, para não haver atrito com os lojistas. Porém, agora alguns jogos acabaram se "apropriando da desculpa das cópias digitais" para fazerem jogos com caixinhas ruins, sem manual ou encarte. Deixou de ser necessário. Não gosto desta prática. Gosto de manuais bem trabalhados, e todo extra que seja possível.


Pra mim que acompanhei jogos de vídeo game numa época em que as empresas tentavam agradar o jogador colocando o maior volume de conteúdo extra possível, viver em uma época em que temos de comprar os pedaços do jogo depois de ter comprado o jogo, é irritante.


Por isso eu gosto de edições limitadas e de colecionador. Eu gosto de ter artbooks, miniaturas, e qualquer bobagem extra possível. Eu sinto que meu dinheiro foi bem gasto.

Sinto que as empresas perceberam isso, que há uma parte dos consumidores que gostam de colecionar jogos e que estas edições de colecionador podem chamar a atenção de alguns que talvez não se interessassem pelo jogo, agregando valor ao produto. Tanto que nos últimos anos vimos essa prática, que era rara, se tornam uma prática comum.

Sempre que possível compro a edição de colecionador. E é por isso que comprei esta, mesmo sem ter um PS4.

Possivelmente conseguiria achar o jogo daqui um ou até dois anos, mas as edições de colecionador, principalmente quando são de algum jogo popular, costumam se esgotar rápido, e o preço disparar no "mercado cinza". Portanto, quando acho à preços "factíveis" e condições favoráveis, costumo não deixar passar a oportunidade.




A caixa toda não é muito grande e as inscrições vem num plástico ao redor da caixa, ou seja, é a mesma caixa para os diferentes consoles, só muda o plástico externo.




Esta é a frente da caixa sem o plástico externo.




O verso da caixa, sem o plástico externo, apenas com a arte.




Dentro apenas os itens embalados. Nada de isopor ou algo mais ocupando espaço.




A miniatura vem desmontada e separada em pedaços. Um boa ideia para economizar espaço. Diferentemente de outras miniaturas do tipo, esta vem com algumas pequenas instruções de como montar.




Esta é a caixa onde vêm o jogo, o artbook e bandeira. Tudo vem bem encaixadinho.




A bandeira, que vem dobrada dentro de um plástico e é, de fato, uma bandeira.

Eu pensava que seria algo menor, mais simples, mas é uma bandeira em proporções reais, pronta pra se hastear em algum mastro.

Devo confessar que preferiria que viesse uma bandeira menor e simulando os rasgos e desgastes de uma bandeira pirata.




O artbook é do tamanho de uma caixa de DVD. Capa dura, boa encadernação e acabamento.




O artbook na verdade é composto apenas de artes conceituais, em geral, de cenários do jogo. Acho que poderiam ter mais artes das personagens, e não só artes conceituais.




O jogo e o CD da trilha sonora vêm numa caixa metálica. Na frente temos esta arte do protagonista.




No verso da caixa metálica, o símbolo do jogo.




Esta é a caixa aberta. Um pequeno encarte, o jogo e o CD da trilha sonora.

Não sei se prefiro estas caixas metálicas ou as caixas regulares dos jogos. Dá um diferencial a caixa metálica, e, de certa forma, é meio que uma forma de mostrar que de fato você tem uma edição limitada, mas gosto da harmonia que as caixa regulares fazem quando estão expostas em conjunto...




Esta é a miniatura montada. 

Ela é bem trabalhada e firme, apesar de que o apoio não fica tão bem em superfícies não regulares.

Ela montada fica bem alta.

A miniatura da corda é muito bem feita, trançada, simulando uma corda real. O único empecilho é que você tem que amarrá-la, o que me deu um certo trabalho até achar a forma ideal [e não tem nada ensinando como dar o nó].

A espada é flexível, o que pode ajudar em caso de acidentes, e tem um detalhe interessante pra ficar presa na mão [uma das partes dobra e encaixa na base do cabo.





Por fim, é uma edição bacana, e vale a pena para quem é fã da serie, ou vai comprar o jogo e gosta de miniaturas e colecionáveis.

Sobre o jogo em si, não joguei ainda, não dá pra opinar. Fica pra próxima...

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

[Neo Geo] The King of Fighters 94

Nunca fui muito fã desta ilustração da capa, mas essa era a nova proposta: 3 vs 3
Depois que a primeira MVS chegou em terras nevenses no boteco do quarteirão onde moro, a área se converteu em território de jogos da SNK.

Enquanto o resto da cidade desconhecia a existência da empresa, aqui nas redondezas, subitamente, SNK virou uma febre. 

Com o sucesso que aquela MVS fez, o dono do boteco logo pensou em expandir o cantinho dos jogos e trazer máquinas novas. Mas claro que ele era um puta de um leigo que não entendia de nada, e quase meteu os pês pelas mãos.

Aquela MVS com Art of Fighting, Fatal Fury 2, Samurai Shodown e World Heroes foi trocada por uma com Super Sidekicks.

Isso mesmo. Saiu a máquina de maior sucesso para colocarem um jogo de futebol.

Não que as pessoas não gostassem de futebol. Pelo contrário, todos ali gostavam, inclusive eu, mas sem chances deste jogo chamar tanto a atenção do pessoal como os jogos de luta, e não se tira a máquina mais rentável para colocar uma aposta.

O movimento acabou caindo, porque ninguém se desesperava pra jogar Super Sidekicks. De vez em quando alguém jogava, mas só.

Personagens novo e antigos nesses enorme crossover.

Quando viu que tinha feito um mal negócio, o dono do boteco resolveu trazer de volta algum jogo de luta. Com isso, juntamente com o Super Sidekicks,  tínhamos agora uma máquina de Mortal Kombat, o primeiro.

O pessoal da área gostava de MK, mas praticamente todos que tinham um SNES tinham MK2. Todos já estavam habituados a jogar muito MK2, portanto, aquela máquina de MK1 era uma espécie de retrocesso. O jogo foi mais jogado que Super Sidekicks, mas não virou nenhuma febre.

Foi somente a nova tentativa do dono do boteco que surtiu o efeito desejado: trocar Super Sidekicks por The King of Fighters 94.

Era a segunda vez que um jogo da SNK causava uma febre entre aqueles jogadores.

KoF94 foi um choque.

SNK esperta já padronizando os encartes para as versões AES e CD.

Até hoje me lembro da sensação de ver o jogo pela primeira vez. O impacto da diferença gráfica foi enorme.

O jogo era lindo, cheio de animações, cores, efeitos, com uma trilha muito boa, e, além disso, tinha as personagens dos jogos que nós tanto gostávamos.

Não tinha como comparar a qualidade gráfica daquele jogo com portes de SNES de outros jogos que jogávamos.

A barra de ki, esquiva, os trios, os detalhes dos golpes e dos cenários, encontrar outras personagens conhecidas escondidas nos cenários, redescobrir os golpes, etc.

Estávamos maravilhados com este novo mundo. A velha euforia voltou. O assunto era só esse.

Todos estavam tão doidos pelo jogo que, mesmo quando o controle estava em estado deplorável, continuaram a jogar.

Nesta época foi quando eu comecei a procurar revistas de vídeo game. Não propriamente em bancas. As lojinhas de R$1,99 estavam em alta, e costumavam aparecer alguma coisa relacionada a games, possivelmente material que não vendeu todo nas bancas e depois de recolhido foi vendido à preços menores para estas lojinhas. Também foi quando comecei a procurar por amigos que tinham revistas relacionadas. Eu queria encontrar informações sobre KoF94.

Há 20 anos nascia uma das franquias mais amadas dos games.

Me lembro de uma revista inteira sobre KoF94, em que o editor era o Sérgio Peixoto [quem acompanhou mangás e animes nos anos 90 sabe muito bem quem é o sujeito]. Aquela revista falava tanto absurdo, mas tanto absurdo! Incrível como algo do tipo pode ser publicado. Basicamente eram uma página por personagem, com uma ilustração não oficial [e ruim], com dois ou três comandos de golpes, e a história da personagem. Totalmente furada, tanto a história, quanto os golpes. Além de uma seção sobre o sistema de jogo e a história geral, tudo muito ruim também.

Não encontrei outras publicações sobre o jogo, e fiquei muito triste por não sair porte para consoles do jogo [claro que só saíram para o Neo Geo AES e CD], o que só veio a acontecer no PS2. Foi aquela revista que matou minhas esperanças, "se você espera jogar KoF94 no seu Super Nintendo ou Mega Drive, esquece!".

Acabei aprendendo alguns dos DMs com dois caras que vendiam doces e bugigangas para bares. Eles costumavam jogar quando vinham trazer mercadoria, e, numa das vezes vi os caras jogando e executando os golpes especiais e fiquei observando as mãos deles [era tímido demais para perguntar abertamente pra eles].

O jogo continuou até a máquina ficar em estado que não era mais possível jogar. Ninguém dava manutenção, e, por fim, a máquina foi retirada.

Inacessível na época, só dava pra jogar no arcade

Sem sombra de dúvidas foi uma época das mais marcantes em minha vida como gamer.

domingo, 8 de dezembro de 2013

[3DS] The Legend of Zelda: A Link Between Worlds

A bela capa do jogo
Assim que as primeiras imagens e trailers do jogo The Legend of Zelda: A Link Between Worlds surgiu, pela minha relação com o Link to the Past [leia post aqui], a reação foi instintiva: PRECISO DESSA PORRA!

Confesso que na década de 90 não gostava de portáteis. Carregar portáteis por aí, tendo que gastar pilhas e mais pilhas para jogar jogos com gráficos muito piores que dos consoles não me chamava a atenção. Quando eu parava para jogar era em algum lugar que tinha console. Eu não fazia viagens, nem ficava parado no trânsito para que o portátil tivesse alguma vantagem. Não havia nenhum atrativo para mim.

Essa relação com portáteis começou a mudar por causa do Neo Geo Pocket

Eu precisava ter um Neo Geo Pocket! Não tinha conseguido ter um Neo Geo, então o Neo Geo Pocket se tornou uma obsessão.

Também não consegui ter um Neo Geo Pocket na década de 90, mas minha obsessão por ele tirou um pouco do preconceito que eu tinha por portáteis.

Depois disso, em 99, Pokémon chegou em terras nevenses.

Pokémon foi uma febre aqui, assim como em todos os outros lugares, e, apesar de todos jogarem em emuladores, era um jogo de Game Boy. Depois disso, em 2001, foi a vez de The Legendo o Zelda: Oracle of Season e Oracle of Ages, que também joguei em emulador

Já não tinha mais preconceitos com portáteis

O que acabou coincidindo com a chegada de portáteis que podiam rodar gráficos melhores e jogos mais complexos, e também com uma fase de minha vida em que eu gastava um tempo considerável pegando busão para a faculdade ou para trabalhar. Fato é que hoje em dia portáteis são indispensáveis para mim.

Era questão de tempo até que eu comprasse o Nintendo 3DS. Feliz ou infelizmente, gosto bastante de algumas franquias da Nintendo...

Quando vi as primeiras imagens e vídeos do Link Between Worlds, quando o jogo nem tinha nome ainda [aliado ao fato de que Pokémon X e Y seriam lançados também], a conclusão foi inevitável: preciso comprar um 3DS.

Com alguns meses antes do lançamento, pude pesquisar promoções e comprar meu 3DS por um preço muito bom e aguardar o lançamento do jogo.

A princípio, achei que o jogo seria um remake do Link to the Past em 3D, que foi o que mais me chamou a atenção. Porém, conforme mais informações foram sendo liberadas, diferenças foram surgindo.

Já esperava que o jogo trouxesse mais coisas que o Link to the Past. Mas já próximo ao lançamento do jogo, não era certeza se eram mais coisas, ou simplesmente coisas diferentes.

Chegou então o dia 22 de novembro. Comprei meu Zelda. Bora jogar.

A primeira coisa a se notar é que há mais cutscenes. O que era o esperado. Com o hardware do 3DS mais cenas seriam acrescentadas ajudando a contar a história. E de fato o começo do jogo tenta ser algo mais natural, com uma sequência de eventos que não fosse tão rápida na mudança no Link de "Zé Ninguém" a "Herói". Essa primeira mudança me agradou, ou pelo menos me pareceu mais coerente. No entanto, logo no começo do jogo outras coisas me desagradaram...

O gráfico do jogo não é o que eu esperava. Aliás, o 3DS tinha potencial para muito mais. Quando se está jogando com a visão de cima [o que é a maior parte do jogo], o gráfico é agradável. Mas quando se muda o ângulo ou há alguma cutscene... MUITO RUIM. Por que não fazer como Pokémon, por exemplo, nas cutscenes usar modelos próprios e não os que andam no mapa do jogo? E, por que não caprichar um pouco mais na modelagem das personagens?

Não reclamo do gráfico por achar que seja o mais importante. Aliás, ainda gosto muito de certos jogos de Atari 2600. Mas quando olhamos para Link to the Past, notamos que a Nintendo fez um trabalho caprichado, produziu um jogo bonito, rico em detalhes, que não tinha coisas que destoavam, e que me passavam a sensação de que a Nintendo se empenhou em fazer o melhor possível. Quando olho para Link Between Worlds o que me vem a mente é o que poderia ser e não é.

Mudanças também nas músicas. O que também era esperado. Mas eu esperava que fossem outras versões das mesmas músicas, mas enquanto algumas se mantiveram, colocaram também outras músicas que, para mim, em nada combinam com a atmosfera do jogo. Simplesmente não entendi qual foi a da Nintendo nessa.

E, claro, mudanças em objetos, dungeons, etc. Esse tipo de mudança é aquela feita para dar um ar novo ao jogo, para aqueles que já jogaram o antigo e não queriam rejogar a mesma coisa. Até entendo este posicionamento da empresa, já que o objetivo é vender mais, e que podemos ter mudanças sem perder a essência do jogo, como o remake de Resident Evil para GameCube/Wii. Mas neste caso, para quem jogo Link to the Past, como Hyrule é basicamente idêntica, fica inevitável fazer comparações nas mudanças...

As mudanças em relação ao Link to the Past deixaram o jogo mais "longo". Fiquei com a sensação de que leva mais tempo para se fazer as coisas, parte por conta das cutscenes, parte pelos diálogos e coisas que se tem que fazer no jogo mesmo. Deixar o jogo mais longo não é algo ruim. Acabar rápido demais seria, sim, um problema.

Além de deixar o jogo mais longo, a Nintendo encheu o jogo de minigames. Não achei muita graça em nenhum dos minigames, o que é um ponto negativo. Quando os minigames são legais, você acaba jogando bastante eles. Quando são chatos, você os deixa de lado. Mas quando não acha graça, mas tem de fazer mesmo assim para pegar um item... é um ponto negativo.

A Nintendo também acrescentou algumas sidequests, que apesar de interessantes, não recompensam o jogador. Isso foi algo que me irritou no jogo. A recompensa pela exploração é muito pouca! Tiraram alguns tipos de locais escondidos, e as coisas secretas que sobraram basicamente são rupees. E você não precisa de tanto dinheiro assim no jogo. Sem fazer nada de mais você já consegue muito mais dinheiro do que precisa. Poderiam ter alguns itens escondidos, ou coisa do tipo.

Sobre os itens, apesar de acrescentar mais itens que em Link to the Past, a maioria serve para fazer apenas uma determinada coisa no jogo e mais nada. Quanta possibilidade desperdiçada pela falta de criatividade dos produtores! Dava pra ter enchido o jogo de coisas legais, que prolongaria a vida útil do jogo e a diversão, além de recompensar a exploração.

O cúmulo do desperdício de oportunidade fica por conta da habilidade de virar uma pintura e se mover pelas paredes, que é a principal mudança do jogo em relação ao Link to The Past. Quanta coisa poderia ser feita com isso! Mais ainda, quando, já mais à frente no jogo, se encontra o Stamina Scroll, que possibilita usar a habilidade de andar pela parede por mais tempo, e eu pensei que isso seria usado para chegar a locais escondidos por Hyrule e Lorule que não era possível antes, vejo que a única coisa extra que se consegue desta forma é um baú com, adivinhem, rupees! Porra, Nintendo! Olha a oportunidade de fazer coisas legais!

E por falar em Lorule, não temos um "Dark World" em Link Between Worlds, temos Lorule. Lorule é um outro mundo acrescentado pela história [este jogo conta cronologicamente não como um remake, mas sim como um evento acontecido anos depois de Link to the Past]. É nessa parte que seu cérebro esquece um pouco de Link to the Past, porque Lorule é bem diferente, ou não é tão igual, ao "Dark World". Lorule acabou sendo a parte do jogo em que eu pude desfrutar sem ficar torcendo o nariz. A falta de criatividade impera também, mas por não ser uma cópia do "Dark World", meu cérebro não ficava fazendo comparações automáticas. Apesar disso, Lorule segue a mesma "mecânica" do "Dark World". Depois, último chefe e fim...

apesar da bela capa, o jogo não tem nem manual...
Sobre a história do jogo, a premissa é boa, mas a execução é aquela coisa: o mais infantil possível, como num conto de fadas, recheado de clichês...

Minha visão sobre este jogo é que a Nintendo perdeu uma ótima oportunidade. O jogo não é um remake, nem é um jogo novo. Erro bobo. Além disso, teve grandes oportunidades de utilizar o hardware do 3DS e os novos itens, mas não fez mais que o básico do básico do óbvio.

O que deixaria o jogo MUITO melhor? Primeiro, não deixar Hyrule idêntica à do Link to the Past, tirar da cabeça do jogador a ideia de remake, fazendo um novo jogo com a mesma mecânica, mas não com o mesmo mundo de Link to the Past; tratar a história, que tem uma boa premissa, de forma menos infantil, aproveitando os ganchos que a premissa dá; fazer gráficos, pelo menos nas cutscenes, que condigam com a história, e que não sejam toscos [se até Pokémon pode, por que Zelda não?]; e ter usado as oportunidades que o hardware do 3DS oferece, aliado aos novos itens, de forma criativa, promovendo a vontade do jogador de explorar o mundo, e, principalmente, o recompensando por isso.

cartãozinho simpático do jogo
The Legend of Zelda: A Link Between Worlds é um bom jogo pra quem gosta do estilo Zelda 2D, e se você não ficar lembrando do Link to the Past, ou se não o jogou, mas poderia ser MUITO melhor...




sexta-feira, 8 de novembro de 2013

[PS3] Batman: Arkham Origins - Collector's Edition

a super caixa... quero dizer, a bat-caixa
Minha edição de colecionador do jogo Batman: Arkham Origins chegou.

Edições de colecionador são versões especiais que em geral trazem extras físicos e/ou digitais para agregar valor ao jogo original.

No atual momento do mercado de jogos, as produtoras procuram aumentar suas vendas ao mesmo tempo em que tentam conciliar a relação de vendas de cópias físicas e digitais.

Como não há ainda uma saída ideal para o impasse entre as vendas de cópias físicas e digitais, o que temos são cópias digitais vendidas ao mesmo preço das cópias físicas, apesar do menor custo de produção e distribuição, para que os varejistas não sejam prejudicados.

Talvez por isso tenhamos tantas edições de colecionador sendo vendidas atualmente.

O que era algo especial e incomum, hoje já é quase um praxe.

Nem todos os consumidores fazem questão destas edições, mas ter um DLC exclusivo, ou uma miniatura que seja, atrai a atenção de certos grupos do consumidores, e ainda serve de agrado aos varejistas.

Mas nem tudo são flores....

além do jogo, um documentário sobre vilões da DC Comics
Eu entendo que uma edição de colecionador deve ser limitada, que premie aquele consumidor que se dispôs a comprar este produto especial, mesmo que a um preço elevado, e que se tivéssemos uma produção massificada, não teria sentido ser chamado de edição de colecionador.

O problema é que, em certos casos, isso gera uma situação incômoda para o consumidor.

Não sei se algumas empresas não têm noção do potencial de venda destas edições, produzindo quantidades muito reduzidas, ou se é um mau inevitável do mercado, mas tem jogos que simplesmente somem das lojas tão rápido que, se o consumidor desejar mesmo uma dessas edições especiais, terá de recorrer a comprar de atravessadores. Por preços muito maiores que os de catalogo.

Por um lado, alguma lojas, apesar de oferecerem pré-venda de certas edições de colecionador, não conseguem quantidades do produto para atender os pedidos feitos em pré-venda, o que pode deixar qualquer um que pensava estar seguro de conseguir sua cópia muito irritado. Já passei por isso com Mortal Kombat, e é muito desagradável você estar lá tranquilo esperando o dia do lançamento, e quando chega, a loja cancelar sua compra por não conseguir o produto.

Por outro lado, alguns compram quantidades grandes destas edições para depois revendê-las, a preços elevados, quando se esgotam nas lojas convencionais.

Então, dependendo da loja, não é seguro comprar em pré-venda, e, dependendo do jogo, a edição de colecionador estará esgotada rapidamente, e só será encontrada em lugares como o eBay por preços assustadores.

Batman: Arkham Origins, por exemplo, no dia de seu lançamento, já não se encontrava em lojas virtuais. No eBay o preço chegava a até US$999,99.

o design na caixa como um todo é bem legal
Depois de alguns dias do lançamento, a Amazon voltou a vender a edição de colecionador. Mas não se pode prever até quando esse estoque durará.


Por fim, o consumidor que não tem acesso a lojas físicas que tenham o produto, acabam sujeitas a regras de um mercado de "cambistas"...

Coringa e miniatura spoiler
Isso não seria problema para o consumidor brasileiro se as empresas os levassem mais a sério.

Esqueçamos a já desgastada reclamação com o governo por um instante.

As empresas parecem que perceberam que podem jogar a culpa no governo e fazer qualquer merda que o brasileiro vai aceitar.

Por que, ao invés de sofrer pra conseguir comprar uma edição de colecionador importada, não comprar no mercado nacional mesmo? 

Por quê? Porque aqui não vende a edição de colecionador.

Ou melhor, alguns jogos vêm com um adesivinho de "edição especial brasileira", ou "edição de colacionador", mas que na verdade só vêm com um código DLC de uma roupa extra, ou nem isso.

Parece que ter legenda em português é o máximo que podemos esperar de boa vontade das empresas [porque nem isso temos com frequência].

Um exemplo de falta de percepção é o jogo Saint Seiya: Brave Soldiers.

Saint Seiya tem uma enorme legião de fãs no Brasil. Mais ainda, o Brasil é um mercado significativo de Cloth Myth [action figures de Saint Seiya]. O jogo lá fora tem uma edição de colecionador que traz um Cloth Myth exclusivo. E aqui? Nada. É uma oportunidade valiosa de atingir dois mercados com um único produto que foi desperdiçada.

Mas vai ter dublagem em português, pelo menos. Não, não vai...

Sinceramente, com o potencial que este jogo tinha, o mínimo que eu esperava era que fosse lançada uma versão caprichada. Mas parece que isso é pedir demais por aqui.

E isso vale para o mercado em geral. 

As empresas parecem estar pouco se importando com o consumidor brasileiro. O mercado vem crescendo por aqui mesmo, porque se dar ao trabalho?

Espero que as empresas passem a dar mais valor ao consumidor brasileiro, e que não sejamos mais tratados com tanto descaso...

o enorme pacote em que o jogo veio

dentro da caixa, outra caixa


e dentro da outra caixa, outra caixa...

finalmente o jogo

no verso a descrição do conteúdo

aberta a caixa, seguem os itens

tem certas coisas que estão escondidas e não há instruções de como montar

tudo bem trabalhadinho

tem um item escondido em uma das TVs

molde de pichação e retrato da família Wayne

evidências de crimes

poster e esquemas do Bat-Plano

procurado!

dossiê da polícia

livro ilustrado

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

[PS1] Street Fighter EX Plus Alpha

Não parece, mas é o Ryu...
Street Fighter EX talvez seja o jogo que mais gerou contras entre a galera por aqui.

Foi uma coisa inusitada.

Eu sempre preferi jogos da SNK, e o pessoal do meu bairro jogava mais Mortal Kombat que Street Fighter. No entanto entre o pessoal da minha turma, nesta época, jogos da SNK não eram populares. Eles jogavam bastante Tekken também. Nesse ponto, acredito, o jogo que mais reunia a galera para contras era Tekken 2.

Acho que o lance de ser um jogo poligonal fisgou alguns.

Street Fighter Zero 2 tinha seus contras, mas Tekken 2 já o tinha superado. Os jogos da SNK só eram jogados por mim e alguns amigos do bairro ou da escola. Mortal Kombat tinha ficado para trás, ninguém mais queria jogar contras no SNES.

Os contras estavam segmentados.

Foi quando chegou Street Fighter EX Plus Alpha.

O jogo acabou juntando um pouco de cada nicho. Agradava àqueles que tinham a febre do poligonal, era Street Fighter, dava para jogar no Playstation.

No começo eu torci o nariz para o jogo. Ele era feio. Sempre zoava que estávamos jogando com caixas. Mesmo para a época, acho que a modelagem poligonal poderia ter sido melhor. E, além de tudo, na época eu gostava bastante do estilo cartunesco de Street Fighter Zero.

Mas com a enorme migração do pessoal para jogar aquele novo jogo, acabei cedendo e jogando também. No final, na época, pra mim era muito melhor ver a galera jogando Street Fighter que Tekken.

O jogo acabou tendo gratas surpresas. As missões do Expert Mode mobilizaram a todos. Eu achei bem bacana um joga trazer aquilo. Era desafiador e instrutivo. Numa época sem internet e sem publicações especializadas de qualidade, numa cidadezinha de fim de mundo, aquilo acabou ajudando a trazer alguma informação útil.

Com todos dando o braço a torcer pelo jogo, os contras ferveram. Foi mais de ano ininterruptamente, de segunda à sábado, contras neste jogo. Juntando as vezes mais de dez pessoas. Tardes e mais tardes jogando.

Era uma época em que o pessoal ainda não trabalhava fixamente [não todos pelo menos]. Começamos jogando em uma locadora, tretamos com o dono, passamos para outra onde jogamos até que ela fechou, e migramos para uma terceira locadora, ainda tirando contras todos os dias.

Foram tempos divertidos. Acabamos jogando com pessoas que não costumavam jogar conosco.

O manual tem uma capa melhor que a própria capa do jogo, ainda assim melhor que da versão americana.
Algumas pérolas também surgiram. Invencionices bizarras de histórias de personagens, confusão com nomes, etc...

Não vou lembrar de todas as merdas que foram ditas naquela época, mas algumas nunca vou esquecer. Shin Gouki e Dark Ryu foram "rebatizados" por um cara que os chamava de "IevÚ Ríu" e "IevÚ goÍcÚ". Sério, como não rir disso? Outra inesquecível era o "Indra Hashi" do Darun, que acabou virando "Pindura o Padeiro". Ainda dou risada quando lembro disso! "Soul Force" do Allen virou "truco!"... Não vou lembrar de tudo, mas além dos contras, o jogo proporcionou boas risadas.

Curioso que hoje gosto mais do jogo que na época. E gosto menos da série Zero que na época. Os combos cancelando golpes especiais em supercombos e supercombos em supercombos foram uma adição interessante, e a física do jogo é até boa. As músicas agradam, e tivemos a adição de várias personagens interessantes que trouxeram uma maior variedade para o jogo. No fim, apesar de meu preconceito inicial, é um bom jogo.

Sabe quantas vezes eu li Akira ao invés de Arika? Incontáveis...
Depois que comecei a colecionar jogos, sempre quis este na minha coleção, só que eu sempre procurei a versão americana. Seria mais simples para as missões do Expert Mode. Mas no final das contas, a versão americana só se encontra bem mais caro que a versão japonesa, além de a versão japonesa ter melhor acabamento na caixa e manual. E, de mais a mais, se na época em que nem inglês eu sabia, eu consegui entender o que as missões pediam, não vai ser hoje que isso vai me atrapalhar.

Por fim acabei pegando esta versão japonesa muito bem conservada a preço de banana.